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Jornada Literária Chapada do Araripe leva alegria circense para Moreilândia

O universo mágico do circo fez da Praça Santa Terezinha, em Moreilândia, picadeiro para palhaços, malabaristas e suas inúmeras surpresas. Pelas ruas da cidade, Bilac, Tapioca, e o malabarista Shinob, anunciavam a chegada da Jornada Literária Chapada do Araripe, que trazia consigo o colorido peculiar da vida circense. Crianças, jovens, adultos e idosos compunham o “respeitável público” tão aguardado por aqueles que têm como missão, levar alegria até às pessoas.
A professora Maria Josélia, 52, assistiu ao espetáculo e ainda prestigiou algumas obras expostas no Pé de livro. “É uma iniciativa maravilhosa, fiquei encantada com tudo. De um lado temos o circo, que nos traz tantas lembranças felizes da nossa infância, e do outro, uma árvore de livros, onde a sabedoria se faz presente”, destacou Josélia.
As crianças, sentadas no chão da praça, mostravam-se deslumbradas com os movimentos rápidos e cercados de equilíbrio do malabarista Shinob. O momento de evidente contemplação só era quebrado com a chegada da palhaça Bilac e do palhaço Tapioca, que arrancavam gargalhadas inocentes dos meninos e meninas que ali estavam.
“Eu achei muito legal. Os palhaços gostam de brincar com a gente e fazem um monte de coisas engraçadas. Eu gosto de circo”, disse o pequeno Israel Sampaio, 10, que acompanhado da mãe, assistiu à apresentação e mergulhou em uma das muitas histórias penduradas no Pé de Livro.
O espetáculo, que teve início às 17h, estendeu-se até à noite. Em seguida, dando continuidade à programação da Jornada, a quadra esportiva da cidade cedeu lugar a um recital com os poetas Chico Pedrosa, de Guarabira (PB) e Paulo Moura, de Recife.
Por Paulo Pedroza
Fotos: Rômulo Lima

Terra do Rei do Baião revela novos talentos na literatura de cordel

Uma arte secular que remonta aos antigos Trovadores Medievais. A literatura de cordel ao longo dos anos, consolidou-se como gênero literário tipicamente nordestino. Em Exu, terra de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, essa arte encontrou terreno fértil para se fortalecer e resistir à força do tempo. A criatividade dos jovens das escolas estaduais São Vicente de Paulo e Barão do Exu, deram vida a novos versos através de uma oficina de cordel realizada pelo poeta e cordelista Allan Sales, do Crato (CE).
“Eu nunca tinha participado de uma oficina de cordel, mas quando me vi, já estava fazendo rimas”, disse a estudante do primeiro ano do ensino médio, Luiza Cristina, 14, que junto com um grupo de colegas escreveu no quadro branco, alguns versos rimados.
Durante a oficina, os participantes conheceram um pouco mais da poesia popular nordestina e suas vertentes da tradição oral e escrita, como a arte dos violeiros repentistas, emboladores de coco, aboiadores, e a força da poesia matuta.
“O mundo todo vive uma tendência de globalização, mas isso, muitas vezes, acontece de forma a desvalorizar a cultura local, tratando a literatura de cordel, por exemplo, de forma pejorativa. Os jovens são muito influenciados por essas tendências, por isso é tão importante passar esse conhecimento da literatura popular pra eles”, enfatizou Allan, mostrando-se feliz por descobrir ali, novos talentos para desenvolverem o gênero.
Tradicionalmente, os folhetos de cordel são intercalados por xilogravuras, uma espécie de desenho em preto e branco, feito a partir de moldes de madeira. No decorrer da oficina, os jovens também aprenderam o processo de feitura dos moldes, e sua impressão no papel.
A oficina foi realizada no auditório da Escola Estadual Barão de Exu, das 9 às 12h da manhã, e integra mais uma das atividades promovidas pelo Sesc Pernambuco, através da Jornada Literária Chapada do Araripe no município, que também levou o projeto “Um escritor na minha escola” para algumas instituições de ensino e finalizou sua estadia na cidade com espetáculos teatrais durante a tarde, além de recitais e mesa Mesa de Glosa à noite.
Por: Paulo Pedroza
Fotos: Rômulo Lima

Fósseis do Araripe apreendidos pela Polícia Federal Americana

A Universidade Regional do Cariri-CE (Urca), que administra o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, vai solicitar ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) a guarda de três fósseis apreendidos pelo FBI (Polícia Federal Americana) nos Estados Unidos. As peças de duas espécies de peixes, em perfeito estado, foram extraídas da Bacia Sedimentar do Araripe, maior depósito fossilífero do País, localizado entre os Estados de Pernambuco, Ceará e Piauí.
“Essa repatriação é um marco político”, acredita Álamo Saraiva, coordenador do Laboratório de Paleontologia da Urca, explicando que os Estados Unidos não endossam o Tratado de Devolução de Patrimônio Cultural da Unesco. “Ainda assim, devolveram o material. Talvez essa atitude estimule outros países.” O paleontólogo lembra que há fósseis do Araripe de grande valor científico na Alemanha, França e Japão.
Dois peixes apreendidos são da espécie Vinctifer comptoni. O menor é um Rhacolepis buccalis. Ambos, segundo Álamo Saraiva, são do período Cretáceo inferior e viveram há 110 milhões de anos na região de Santana do Cariri.
Por enquanto, os fósseis continuam na sede da Polícia Federal, em Brasília, mas devem ser enviados em breve ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). “Vamos analisar o material e só depois avaliaremos a possibilidade de encaminhá-los para algumas instituição”, informa o chefe da Divisão de Proteção de Depósitos Fossilíferos do DNPM, Felipe Barbi.
Ele revela que, quando há apreensão de fósseis, muitas instituições (escolas, museus e universidades) pedem a guarda – no Brasil, a lei determina que materiais extraídos no subsolo são patrimônio da União. “Primeiro, vamos mandar para o escritório do DNPM em Crato (CE), já que vieram do Araripe. Depois resolvemos o que fazer.”
Fonte: JC Online

Literatura e arte envolvem ruas e praças da pequena Granito

O silêncio e a calmaria das ruas da pequena cidade de Granito (PE) foram quebrados em alto e bom som por recitais de poesia nas escolas, intervenções teatrais em praça pública e palhaços a arrancar gargalhadas por onde passavam. Poesia, teatro, dança, literatura. É a Jornada Literária Chapada do Araripe que chegou à cidade na manhã de ontem (19) e deixou saudades em todos aqueles que participaram das ações realizadas ao longo de todo o dia.
A escola de referência Governador Miguel Arraes recebeu logo cedo, o projeto “Um escritor na minha escola”, que contou com participação ativa da comunidade escolar, durante a apresentação do poeta David Henrique. Era perceptível o olhar atento de Rafaela Oliveira, estudante do terceiro ano do ensino médio, e apaixonada por poesia. “Foi inspirador ver um poeta recitando seus versos pra gente. Eu gosto de escrever poesia, só não costumo recitar em público”, disse a estudante, que, logo em seguida, deixou a timidez de lado e declamou para todos alguns versos autorais.
Os professores da instituição não ficaram de fora, alguns deles, também admiradores da arte poética, declamaram suas produções para o público. O professor Everaldo Lima fez parte desse grupo, recitando dois dos seus poemas: Liberdade e Tempo. “Sou amante da poesia. Espero que essas atividades não parem por aqui. É preciso continuar. Levar a literatura para a escola dessa forma, com a presença do escritor, é muito importante, pois permite uma aproximação maior entre os estudantes e os gêneros literários”, enfatizou Everaldo.
À tarde, a praça da matriz Nossa Senhora do Bom Conselho, foi palco para o “Pé de livro”, com apresentações teatrais das companhias Cia 2 em Cena, do Recife, e o seu espetáculo Sob o Sol e Sob Lua tem Palhaço na Rua, e  Trup Errante, de Petrolina, com a apresentação poético-teatral Palavras Andantes. “Fiquei encantada com tudo isso. Ri muito com os palhaços, e achei interessante a encenação com recital de poesia. É uma novidade por aqui”, afirmou a dona de casa, Maria de Lourdes, 42, que aproveitou para folhear algumas obras penduradas nas árvores da praça.
A programação da Jornada em Granito não parou por aí. Ás 19h00 teve início o Récita com David Henrique (Belo Jardim) e Luna Vitrolira (Recife). Em seguida, às 20h, o show de improviso tomou conta da quadra da Escola Prof. Helena Lopes, na Mesa de Glosa com Allan Salles (Crato-CE), Dayane Rocha (Tabira), Dudu Morais (Tabira), Genildo Santana (Tabira) e Zé Alberto (Itapetim).
Por Paulo Pedroza
Fotos: Rômulo Lima

Jornada Literária Chapada do Araripe se despede de Ouricuri

Um espetáculo em família, pai e filho, o poeta e o menino, “o menino e o poeta” em um show de música e rimas pouco visto no Sertão. A literatura se fez música, e a música literatura. Foi assim que a Jornada Literária Chapada do Araripe se despediu da cidade de Ouricuri na noite de ontem (18), no Clube BNB.
Virgílio e Davi Siqueira, pai e filho, conquistaram aplausos do público na intervenção poético-musical “O menino e o poeta”, onde poemas eram declamados ao som contagiante de um violão.  “Nossa parceria começou muito cedo, quando eu tinha uns 14 ou 15 anos e passei a fazer melodias para os poemas dele”, lembrou Davi.
O estudante, Marcos Paulo Siqueira, 19, atento ao espetáculo, disse nunca ter assistido a um show poético-musical, e enfatizou a carência de ações culturais como estas na região. “Não é tão comum a gente assistir esse tipo de show com poesia, a região ainda necessita de mais iniciativas como essas, porque é uma forma de resgatar a literatura local”.
Já o artista Nelson Júnior, que após o show recitou alguns versos, disse que as atrações poético-musicais, embora não sejam muito comuns na região, têm adquirido seu espaço. “Através do Sesc e de outras ações locais, a poesia e a música reunidas em atrações desse tipo, estão se tornado mais frequentes”, declarou.
“O menino e o poeta dão as mãos e seguem”. Com esse trecho, cantarolado por pai e filho, chega ao fim a Jornada Literária Chapada do Araripe em Ouricuri. Hoje (19), a Jornada inicia sua programação no município de Granito, seguindo por Exu (20), Moreilândia (21) e Bodocó (22 e 23).
Por: Paulo Pedroza
Fotos: Rômulo Lima

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