Blog Rômulo Lima

O governo federal vai criar um Plano Safra exclusivo para a região do semiárido do Nordeste. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (3) pela presidente Dilma Rousseff, durante evento em Natal. A região tem sofrido com uma das estiagens mais severas das últimas décadas. "O Brasil tem Plano Safra da agricultura comercial e Plano Safra familiar. Vamos então regionalizar o Plano Safra só para o semiárido nordestino", disse a chefe do Executivo Nacional.  
A presidente foi ao Rio Grande do Norte entregar 171 retroescavadeiras e motoniveladoras a 149 municípios do Estado com o objetivo de combater os efeitos da seca e reestruturação de estradas rurais. Em seu discurso, ela destacou que a regionalização de um plano específico para os agropecuaristas do semiárido visa à garantia produtiva e tem como objetivo ajudar os agricultores da região prejudicados pelos efeitos da seca.
Segundo o Ministério da Agricultura, está previsto para terça-feira (4) o lançamento, no Palácio do Planalto, do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014. Durante o lançamento oficial, serão apresentados os detalhes do programa e o volume de crédito que será oferecido para os agricultores da região. Ele vai incluir ações emergenciais, equacionamento de dívidas dos agricultores e assistência técnica.
“O Plano é para garantir que cada vez que haja seca as pessoas não percam toda sua criação, não tenham do que viver e o governo federal não tenha de, na entressafra, importar do sul do País, da Argentina e do Uruguai milho para abastecer os animais aqui no Nordeste", destacou a presidente. "As dívidas também serão equacionadas neste Plano Safra que nós iremos lançar", acrescentou.
A presidente ressaltou que é possível conviver com a seca mas para isso é preciso trabalhar com dois eixos principais: segurança hídrica e segurança produtiva com a construção de cisternas e barragens, entre outras obras estruturantes. “Os países que têm inverno com 20 graus negativos, onde tudo é tomado pela neve, suportam esse processo sem voltar atrás no caminho do desenvolvimento. Por que não podemos fazer o mesmo com a seca?”, perguntou.
Ainda segundo Dilma, "essas obras têm o objetivo de assegurar que nós teremos um horizonte de segurança hídrica, onde podemos ter seca e ao mesmo tempo controlar a água. Conviver com a seca não é acabar com ela, mas derrotar seus efeitos e é isso que nós queremos. Mas também temos obras emergenciais que não podem esperar”, finalizou.

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