Blog Rômulo Lima

Em Ouricuri, dona Jesuíta, do Sítio Maniçoba, conheceu a experiência da barragem subterrânea em uma oficina de intercâmbio. Com a ajuda de entidades sociais locais, construiu a sua própria. “A gente só tinha água para beber e dar para os animais em duas cisternas. Faltava água para plantar, agora não falta mais nada,” conta a produtora sobre a implantação da barragem.
“No começo, a gente não acreditou muito nela, porque não vê a água em cima da terra, mas depois que a gente deixa de comprar um monte de coisa porque tira alimentos do plantio feito nela. A gente fica é querendo ter mais terra pra construir mais barragens,” afirma ela.
Trata-se de uma parede construída para dentro da terra, que tem a função de barrar as águas das chuvas que escorrem no interior e acima do solo, formando uma vazante artificial que mantém o terreno molhado entre três e cinco meses após a época chuvosa, permitindo a plantação mesmo em época de estiagem.
Presente em todos os estados do Nordeste que compõe a região do Semiárido mais o norte de Minas Gerais, as barragens subterrâneas tem produzido fortes impactos sociais.
Do Portal A10

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