Blog Rômulo Lima

Há dois anos, Luiz Pereira Caldas, 56 anos, voltou à cidade de Granito, em Pernambuco, depois de morar mais de 20 anos em São Paulo. Ao chegar no sitio Venceslau onde cresceu, à pedido de sua mãe que havia sido beneficiada com um barreiro-trincheira se dedicou à plantar. O ofício de agricultor que sempre correu nas veias de Luiz voltou a ser sua paixão e, pensando na qualidade de vida da sua família que ainda morava na capital paulista, trouxe-os para morar na pacata comunidade.
“Está aqui significa ter tranquilidade e segurança. Lá em São Paulo tinha muita violência”, conta Seu Luiz. O agricultor que também exerce a profissão de pedreiro, mora com sua esposa Nilza de Oliveira Caldas de 58 anos e seu filho mais novo. Junto com a esposa, ele cultiva próximo ao barreiro-trincheira, feijão, andu, maracujá, acerola, tomate, jerimum, abóbora, banana e macaxeira.
Recentemente, a família conquistou mais uma tecnologia de convivência: a cisterna-calçadão. Agora, junto com à água que já tem estocada no barreiro-trincheira de sua mãe, Seu Luiz e sua esposa, Dona Nilza, planejam iniciar o plantio de hortaliças e diversificar mais ainda o quintal produtivo.
“Agora com o calçadão vai melhorar mais. Eu estou começando agora, mas daqui a dois anos aqui vai ser cheio de frutas. Eu quero plantar de tudo aqui e fazer uma agrofloresta. Deixar tudo cheio de plantas”, planeja Seu Luiz.
Depois que veio para Granito, a família melhorou sua qualidade de vida como afirma Dona Nilza. “A nossa vida melhorou depois que vim pra cá, porque tenho problema pulmonar e vivia no hospital. Aqui eu ando de bicicleta, ajudo a molhar as plantas e me alimento de muita coisa que a gente planta. Não senti mais nada”, afirma.
O casal está agora construindo uma casa próximo ao barreiro e à cisterna-calçadão pretendem aumentar mais ainda a produção, e se possível até vender. “O que a gente planta aqui é para consumo, mas quem sabe se aumentar a produção pode até dá pra vender maracujá e mandioca na feirinha agroecológica de Granito. Se Nilza quiser vender eu garanto de produzir”, propôs sorrindo, Seu Luiz.
A renda da família vem do aluguel da casa que têm em São Paulo, dos serviços que Seu Luiz arranja como pedreiro e das coisas que plantam que embora não sejam vendidas, ajudam na economia da casa, já que não é preciso comprar fora.
O casal planta e aduba com esterco, faz cobertura morta e combate algumas pragas com calda de nim. Além disso, armazenam sementes de abóbora, andu, feijão, gergelim, pitanga, coentro e outros para plantio.
A família também produz mudas, de árvores nativas e frutíferas para plantio na propriedade. “As mudas que estou fazendo agora é para plantar, mas vou fazer um bocado, depois se o pessoal quiser comprar eu vendo”, diz.
Leia experiência completa no link: candeeiro_pe_1967
(Ascom ONG Caatinga)

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