Blog Rômulo Lima

O momento exato das execuções será anunciado na terça.
Brasileiro e outras oito pessoas tiveram cumprimento de pena confirmado.
O governo da Indonésia confirmou nesta segunda-feira (27) que nove pessoas condenadas à morte no país, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte, serão executadas nesta semana.
O momento exato das execuções será anunciado na terça, informou um porta-voz do procurador-geral da Indonésia.
Gularte, condenado por tráfico de drogas, está no corredor da morte ao lado de cidadãos de Austrália, Filipinas, Nigéria e da própria Indonésia.
Ele pode se tornar o segundo cidadão brasileiro a ser executado na Indonésia este anos após o fuzilamento de Marco Archer, em janeiro, também condenado por tráfico de drogas.
O governo da Indonésia rejeitou pedidos de clemência do Brasil e de outros governos por seus cidadãos condenados à morte.
Segundo o Itamaraty, Gularte foi notificado da execução neste sábado no presídio da Ilha de Cilacap, na Indonésia, após a mais alta corte indonésia ter rejeitado as últimas apelações de prisioneiros que integram o "corredor da morte".
Nesta segunda, o advogado do brasileiro Rodrigo Gularte apresentaria um último recurso para conseguir uma revisão do caso, assim como novos boletins médicos sobre o distúrbio mental de que sofreria, de acordo com a família.
Gularte, de 42 anos, foi detido em 2004 ao tentar entrar no aeroporto de Jacarta com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf. A família apresentou vários relatórios médicos para demonstrar que ele sofre de esquizofrenia e que, portanto, não deveria ser executado.
Apelações de outros países
Mais da metade dos 10 prisioneiros que estão no corredor da morte na Indonésia é de nacionalidade estrangeira. Além do brasileiro Rodrigo Gularte, há prisioneiros da Austrália, França, Filipinas e Nigéria.
O presidente francês François Hollande alertou a Indonésia na quarta-feira (22) que a execução causará danos nos laços entre os dois países, segundo relatos da imprensa francesa.
O governo da Austrália fez repetidos pedidos de clemência para os australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran, porém, o presidente da Indonésia se recusou a anular as execuções.
O vice-presidente das Filipinas, Jejomar Binay, se reuniu com o vice indonésio, Jusuf Kalla, em uma conferência na semana passada, em Jacarta, para apelar em nome do prisioneiro filipino que está no grupo.
"Isso é uma apelação baseada em considerações humanitárias", disse Binay a repórteres. Questionado sobre se previa um estremecimento diplomático entre os dois países vizinhos caso a execução fosse adiante, o filipino foi taxativo: "Duvido".
Da Reuters

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