Blog Rômulo Lima

A divulgação de 4.900 pagantes no Cornélio de Barros para o jogo Salgueiro 0x2 Flamengo revoltou a diretoria do clube carioca, que pelas regras da competição teria direito a 60% da renda por eliminar o jogo da volta. Os rubro-negros não aceitaram levar o valor e vão acionar a CBF para que caso seja investigado. Tudo porque o estádio, que tem capacidade para 12.480 não aparentava ter apenas pouco mais de um terço de ocupação. O presidente do Carcará, Clebel Cordeiro, vai à delegacia pedir que o caso seja investigado. Ele acredita que não houve evasão de renda e sim falsificação de bilhetes.
O dirigente sertanejo explicou que, para esse jogo, contratou uma empresa para colocar catracas eletrônicas e contabilizar a renda. Ele não citou o nome nem o valor da renda calculada, mas disse que é a mesma que faz o borderô do Santa Cruz, que, inclusive, também foi questionado no jogo com o Central, no último sábado. “Estou tão indignado quanto qualquer um. Vi o estádio lotado e sem torcedor quando vai para as catracas. Contratamos catracas eletrônicas, ingressos eletrônicos para fazer o jogo e quando pedimos o borderô para pagar o Flamengo vem um público de quatro mil e pouco”.
Clebel garantiu que não cabiam mais duas mil pessoas no Cornélio de Barros. O grande mistério é que a sobra de ingressos – também não divulgada – enviada para a Federação Pernambucana de Futebol – bate com o que foi contabilizado nas catracas. “Temos câmeras em todos os portões, não teve evasão, teve ingresso falso. Tenho certeza de que vão aparecer um dia”.
O fato estranho que ele lembra – e poderia ter atrapalhado – foi uma falta de energia uma hora antes do início da partida. No entanto, de acordo com o próprio Clebel, as catracas não ‘apagaram’ porque trabalham com o sistema de nobreak – dispositivo que continua a alimentar o aparelho eletrônico através de uma bateria.
O presidente do Salgueiro lamentou o fato e garante que nenhum centavo ficou com o clube. Quando o Salgueiro disputar o próximo jogo em casa – seja a final do Pernambucano ou disputa do terceiro lugar – voltará ao tradicional. “Vai ser normal e com o mesmo povo que trabalhou comigo toda vida. Achei de contratar achando que faria o bem e acabei fazendo o mal”.
Do Blog do Torcedor

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