Blog Rômulo Lima

Sinpol quer interdição do local.
'Os corpos em estado de putrefação são necropsiados ao ar livre', denuncia.
IML de Petrolina (Foto: Amanda Franco/ G1)
Representantes do Sindicato de Polícia Civil de Pernambuco (Sinpol) vieram à Petrolina, no Sertão do estado, para denunciar junto ao Ministério Público e à Vigilância Sanitária, a atual situação do Instituto Médico Legal (IML). Por causa das condições de trabalho e da precariedade da estrutura do local, o sindicato pede a interdição do IML.
De acordo com o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, a representação irá ser realizada ainda nesta terça-feira (14). “Este é pior IML de Pernambuco. As cenas são dignas de filme de terror”, disse o representante sindical. O IML de Petrolina atente os municípios do Sertão do estado e, segundo Cisneiros, diariamente trabalham apenas dois e às vezes um médico legista para necrópsia.
“É muito extenso o território que o IML daqui cobre e ainda mais sem as menores condições”, disse. "Os corpos em estado de putrefação são necropsiados ao ar livre e no local que é fechado não há ventilação”, denunciou.
O auxiliar de legista, Ivan Gomes de Sá Junior, trabalha no IML e mostrou algumas condições dentro das instalações. “O armário para guardar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) é improvisado pelos próprios funcionários e o teto caiu na última chuva. O local para higiene de quem tabalha aqui é uma torneira que fica no chão”, disse.
Higiene dos materiais é feita em uma torneira no chão (Foto: Amanda Franco/ G1)
O relatório que será entregue ao MP e à Vigilância contém, por exemplo, declarações dos trabalhadores, fotos do local e estatísticas sobre o IML. “O mata-moscas está quebrado ainda e nunca foi consertado. É um risco à saúde do servidor e da população que vem ser atendida”, disse.
Segundo a secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), o IML de Petrolina foi criado em 1991 e a última reforma foi realizada há dois anos. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da SDS para se pronunciar sobre a situação do IML, mas ainda não obteve resposta.
Amanda Franco  
Do G1 Petrolina

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