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Categoria mantém estado de greve, mas aulas acontecem normalmente a partir desta terça-feira.
Os professores da rede estadual de ensino decidiram, após apertada votação, encerrar a greve da categoria após 24 dias de paralisação. As aulas acontecem normalmente a partir desta terça-feira (5).
A decisão foi tomada em assembleia realizada no Centro de Convenções, em Olinda. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), Fernando Melo, apresentou aos docentes um ofício, resultado de uma reunião com o governo do Estado no último dia 1º, onde as penalidades dos professores seriam "perdoadas".
Segundo o ofício, na próxima quinta-feira (7), está programada uma reunião com a Secretaria de Educação do Estado, para definir os dias de reposição das aulas. Na sexta-feira (8), a categoria se reúne com a Procuradoria Geral do Estado para solicitar a revogação da multa imposta pela Justiça.
No dia 13, deve haver a primeira reunião para discussão da pauta de reivindicações que foi entregue no dia 15 de março pelos grevistas. Já no dia 15 de Maio, o governo do Estado deverá apresentar as propostas financeiras e para o o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).
De acordo com o Sintepe, a categoria se mantém em Estado de Greve, o que significa dizer que a qualquer momento poderão deflagrar nova paralisação. No entanto, essa decisão só deverá ser tomada no próximo dia 21, quando a categoria se reúne novamente para avaliar se o governo do Estado cumpriu com o acordo.
No acordo, o governo prometeu devolver o valor referente aos dias parados que haviam sido descontados, desconsiderar as 15 transferências de professores das Escolas de Referência do Ensino Médio (Erem) e garantir que nenhum professor com contrato temporário irá sofrer punição. A portaria deve ser publicada nesta quarta-feira (6).
REIVINDICAÇÕES
A principal reivindicação dos professores é o cumprimento da Lei do Piso Salarial (11.738/2008), que garante o reajuste de 13,01% a todos os professores da rede e não apenas aos profissionais com nível médio (antigo magistério), cerca de 10% da categoria.
Com isso, dos 49.816 docentes (23.165 ativos 26.651 inativos), 45.750 ficam sem aumento e profissionais com dez anos de serviço e licenciatura plena recebem reajuste de 0,89%.
Do JC Online

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