Blog Rômulo Lima

Equipamento começa a ser construído e deve ser instalado em 2016.
Pleiteada desde a instalação da Agência Pernambucana de Água e Clima (Apac), em 2011, para melhorar as previsões de chuva no Estado, a aquisição de um radar meteorológico está se concretizando. No dia 29 de abril, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec) homologou licitação internacional para produção do equipamento. A empresa alemã Selex Es GMBH ganhou a concorrência e tem prazo de 390 dias para instalar o radar em Chã Grande, na Zona da Mata, mas estima-se que ele esteja pronto em meados de 2016. Os recursos, de R$ 10,6 milhões, são provenientes do Banco Mundial.
Hoje, o Estado dispõe de três tipos de previsões climáticas, feitas com base em dados colhidos por meio de estações meteorológicas, agrometeorológicas, pluviômetros e antenas receptoras. A primeira, para até 72 horas, utiliza modelos matemáticos – calculando dados como temperatura, pressão e vento nas últimas 12 horas. A segunda, via imagens de satélites, tem alcance de 24 horas. E há a previsão mais imediata, feita com base na observação da chuva. A precisão do radar fica entre esta última e a penúltima camada.
“Ele dá informações precisas de onde e quanto vai chover, mas num prazo de apenas duas horas, que é pequeno para desocupação de áreas de difícil acesso, mas suficiente para alertas numa região metropolitana, onde as pessoas podem inclusive programar seus deslocamentos”, salienta o presidente da Apac, Marcelo Asfora.
Para ele, o equipamento não chega atrasado. “É a continuidade de um plano de monitoramento que vem sendo aprimorado. Na estruturação de uma rede sempre se foca em prioridades, mas uma boa rede de terra não substitui o radar. Tudo é somatório.” O aparelho cobrirá o Grande Recife, Zona da Mata Norte e Sul, Agreste e parte do Sertão.
Mas todo o Estado estará coberto, pois há outro equipamento já instalado em Petrolina, no Sertão do São Francisco, pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo Asfora, o governo federal escolheu o local porque é estratégico na rede montada nacionalmente, pois alcança parte da Bahia. Assim, como Chã Grande foi escolhido por ser de fácil acesso, ter energia e segurança.
“O Cemaden teve várias dificuldades nas licitações e isso também pesou no processo daqui. Aprendemos com os problemas deles, como a reposição de peças. No nosso contrato esse serviço já está incluso por dois anos”, registra Asfora. Também estão no contrato as obras físicas de instalação, fornecimento e implantação dos sistemas de processamento e treinamentos. “E não há dinheiro novo nessa aquisição, Pirapama é a contrapartida do Estado ao Banco Mundial”, salienta Asfora.
A Apac também está adquirindo 20 novas estações meteorológicas. “Tínhamos 37 estações antigas, das quais 12 foram substituídas em 2014. Agora vamos trocar outras e alcançar novas regiões”, diz o gerente de meteorologia e mudanças climáticas do órgão, Patrice Oliveira. “Mais estações representam mais informações e isso facilita na elaboração de modelos matemáticos.”
Do JC Online

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