Blog Rômulo Lima

Araripina — Pouco mais de trinta dias após a Operação Paradise, uma parte da alta cúpula do governo municipal ainda não se manifestou publicamente sobre a ação da policial federal que revelou um esquema de desvio de verbas federais oriundas do Ministério da Educação (MEC) por funcionários da prefeitura. Os recursos eram destinados a construção de escolas, creches públicas e quadras poliesportivas.
O inquérito da PF corre em segredo judicial, mas, fontes ligadas ao processo revelam que o prefeito já estaria indiciado em pelo menos dois artigos do Código Penal Brasileiro: Art. 288 (Associação Criminosa) e Art. 317 (Prevaricação). E ainda no Art. 92 da Lei de Licitações.
SEM FALAR NADA
Possível pré-candidato a prefeito de Araripina nas eleições do próximo ano, até o momento, o vice-prefeito Valmir Filho (PMDB) permanece em silêncio, porém, rumores apontam para uma possível quebra de relacionamento político entre prefeito e vice nos próximos dias.
O presidente da câmara legislativa municipal, Luciano Capitão (PSB) e grande parte dos oito vereadores da base aliada ao executivo também não manifestaram. Luciano, chegou a ser cogitado como opção do partido socialista para disputar a prefeitura em 2016. Dito como 'braço-direito' de Alexandre Arraes, tinha cenário favorável contando com o apoio do atual gestor para disputar a governança do município.
RELATÓRIO POLÊMICO
No dia 13 de Maio — seis dias após a operação —. o líder do governo na câmara, Francisco Edivaldo (PROS), subiu a tribuna da Casa para apresentar um relatório sucessório a operação federal. O documento, formulado por vereadores da ala governamental, reunia fotos e extratos bancários de obras sob suspeita de fraudes, e, com base nesse dossiê, Edivaldo afirmou durante discurso que o status das construções estavam compatíveis com os valores das receitas liberadas pelo Ministério da Educação para a execução dos projetos. A atitude do vereador causou indignação no delegado da policia federal em Pernambuco Antônio Carvalho, responsável pelas investigações da 'Paradise'.
Em nova sucessão da Câmara, Francisco Edivaldo disse que "não quis contestar" a operação da PF e culpou a imprensa local por tentar distorcer seu discurso.
A possibilidade de afastamento do prefeito de Araripina. Alexandre Arraes (PSB) não é descartada. Há indícios que o pedido já estaria sendo apreciado pela 5ª Vara do Tribunal Regional Federal na capital pernambucana.
Por Revista Geral
Fotos: Rafael Diniz

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