Blog Rômulo Lima

Barragem de Sobradinho está com apenas 15% da capacidade.
ONS diz que, apesar do nível baixo, não há risco de racionamento.
No Nordeste, a preocupação é com os reservatórios. É que o nível deles está baixando perigosamente. A maior represa é a barragem de Sobradinho, que produz mais da metade da energia da região. Essa situação está prejudicando a vida de muita gente.
Seu Ronaldo Nery vive na comunidade de Algodões, a 30 quilômetros de Sobradinho, no norte da Bahia. Ele tem uma propriedade de 24 hectares, mas metade está improdutiva por causa da falta de água. Onde antes ficavam as plantações de melão, agora só resta terra seca. "Caímos aí de uma produção de 720 toneladas para apenas 360", conta o produtor rural.
A situação para os agricultores da região não é nada animadora. A barragem de Sobradinho, que responde por 58% do abastecimento da região Nordeste, está com apenas 15% da capacidade. Nesse mesmo período do ano passado, o volume beirava os 37%, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico.
Pelas réguas, é medido o nível do reservatório de Sobradinho. Mas são as marcas no paredão da barragem que deixam mais claro o quanto a água do lago já baixou. Os reflexos da seca podem ser vistos por toda parte. Uma área de terra às margens do lago de Sobradinho, antes ficava submersa. Até as pedras usadas na construção da barragem agora ficam à mostra.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a média de volume dos reservatórios da região Nordeste hoje é de pouco mais de 21%. No Ceará, a média de volume dos 153 reservatórios é de 19%. No mesmo período do ano passado, a média era de 29%.
No Rio Grande do Norte, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado, está com pouco mais de 28% da capacidade. É a pior situação desde que foi inaugurada, há 32 anos. Quinhentas mil pessoas dependem do reservatório. A Agência Nacional de Águas restringiu o uso apenas para o consumo humano.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico diz que, apesar do nível baixo dos reservatórios do Nordeste, não há risco de racionamento. O Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco diz que mesmo assim é preciso ficar alerta.
"Nós ainda não chegamos a esse ponto, mas seria bom que a consciência fosse despertada, que começasse a economizar antes que a gente chegue lá", diz Silvania Leite Nunes, representante do Comitê. Assista o vídeo abaixo.
Do Bom Dia Brasil

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