Blog Rômulo Lima

Após tomar o caminho de elevar os impostos estaduais para fechar os rombos da máquina pública inchada do estado de Pernambuco, o governador Paulo Câmara (PSB), defendeu as medidas que foram tomadas nessa segunda-feira (21).
“Desde o início do ano estamos fazendo processo de corte com nossas despesas, dez por cento dos comissionados, revisões dos terceirizados, aluguel, viagens e diárias. O Brasil está em recessão e essa recessão chegou a Pernambuco. Nós precisamos nos precaver e aumentar as receitas”, disse Paulo Câmara durante entrevista concedida à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (22).
O pacote de medidas será enviado para a Assembleia Legislativa. Na Casa, o governador não deve enfrentar dificuldades, já que possui maioria na Alepe. Entre as medidas, estão o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), referente à circulação de mercadorias e serviços e do imposto de veículos, o IPVA.
“Estamos fazendo todo esse processo de aumento buscando garantir emprego e não afetar as pessoas mais pobres, com uma estratégia de sobrevivência”, ressaltou.
As medidas vão auxiliar na criação e na manutenção de empregos, de acordo com o Governo do Estado, e devem injetar anualmente cerca de R$ 487 milhões no caixa, a partir de 2016.
O socialista falou, ainda, sobre a relação com o governo federal e sobre as expectativas para o ano que vem. “Vamos continuar diminuindo despesas mas estamos diante de um dilema, não sabemos o que vai acontecer com o Brasil. A União não tem nos ajudado nem demonstrado que vai ajudar os estados e municípios”, afirmou. Ainda segundo Câmara, “2016 será tão desafiador ou pior que 2015″.
Paulo lembrou que o País atravessa um momento de recessão que atingiu o estado e lembrou que Pernambuco já perdeu mais de 70 mil empregos neste ano. “O governo federal não sinaliza a situação para o ano que vem e o Brasil deve seguir para um segundo ano de recessão. Os municípios estão na penúria”, afirmou.
Durante a entrevista, o governador voltou a criticar a medida do governo federal de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). “Não é quatro anos de CPMF que vai resolver o problema da Previdência”, disse.
Para Paulo, é preciso uma mudança estrutural. “No nosso governo, estamos defendendo o Estado de uma grande recessão que vai continuar e a responsabilidade exige medidas. Estamos buscando garantir o emprego, diminuindo em setores que geram empregos. Tão logo tivermos condições de diminuir os impostos, iremos fazer.” (Fonte: Blog de Jamildo)

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