Blog Rômulo Lima

A crise hídrica se agrava no Sertão do São Francisco. O problema não se limita apenas aos produtores dos perímetros irrigados. O novo capítulo nessa história é o corte no fornecimento de água com carros-pipa na zona rural, que atinge a população e os agricultores familiares. A gravidade é tanta que a distribuição deixou de ser feita historicamente pelo IPA e está nas mãos da Defesa Civil. Agora é a Codecipe que vai gerir a situação de emergência em seis municípios da região. Com a redução dos níveis de água nos reservatórios na região, a ordem é prover o estritamente necessário para se viver.
A Organização das Nações Unidas aconselha o consumo per capita de 110 litros por dia. Em Petrolina, por exemplo, o número de carros-pipa será reduzido a menos de um quarto, passando de 73 para 17. Em Dormentes e Lagoa Grande, caiu de 20 para sete carros-pipa. A Codecipe justifica que é necessário fazer a gestão dos poucos recursos disponíveis, lembrando que são 126 municípios em situação de emergência no Estado. O deputado estadual Miguel Coelho é uma das vozes tentando reverter os cortes. Se a população já sofre com a irregularidade dos pipas, imagine com essa redução.
O governo do Estado vai realizar audiências públicas nos municípios do Sertão do São Francisco para explicar o corte no número de carros-pipa que abastecem a região. Hoje acontece em Santa Maria da Boa Vista e amanhã em Petrolina e Afrânio. Não é difícil prever a confusão que será explicar à população que ela vai receber menos água em plena seca.
Fonte: JC Negócios

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