Blog Rômulo Lima

Com ênfase na troca de conhecimentos para enriquecer o saber, educadores dos municípios de Bodocó, Ouricuri e Salgueiro estão sendo capacitados por meio do “Projeto Cisterna nas Escolas”, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) em parceria com a ONG Caatinga. A ação chegou ao terceiro módulo de formação de oficinas em educação contextualizada para a convivência com o Semiárido. 
A formação é realizada com professores das escolas rurais beneficiadas diretamente com a construção de cisternas de 52 mil litros e tem o objetivo de construir conhecimento junto aos educadores, para que possam valorizar e utilizar o saber local de forma metodológica no cotidiano escolar. 

Nesse sentido, a necessidade de a escola assumir cada vez mais o papel social de contribuição para a comunidade na qual está inserida, bem como a busca constante do conhecimento, são constatações ratificadas nas falas dos educadores. “Se o objetivo dessas oficinas era nos provocar a pensar e refletir sobre nossa prática pedagógica, sobre o meio onde vivemos, o objetivo foi alcançado”, ressaltou a professora Raiane Mendes, que leciona na Escola Getúlio Vargas, em Bodocó. 

Em torno de 375 educadores participaram das capacitações, que envolvem teoria e prática. Segundo a técnica do Caatinga, Kátia Rejane, que ministrou e acompanhou boa parte das formações, a ação tem resultado surpreendente. “A valorização do saber local e das atividades realizadas pelas famílias só foi possível graças ao novo olhar que os educadores/as têm do semiárido, enxergar as tantas possibilidades de vida e dignidade, ocupando o lugar da miséria e sofrimento, que historicamente foram reproduzidos pela mídia foi uma quebra fundamental para a nova prática pedagógica, o brilho nos olhos dos/as educadores/as ao falar do Semiárido é claro e motivador”, destacou.

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