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Alisson Campos da Silva foi morto após policial militar confundir celular de jovem com arma.

Vai ser enterrado na manhã desta terça-feira (22), no Cemitério da Saudade, em Jaboatão de Guararapes, o corpo de Alisson Campos da Silva, de 20 anos. Ele morreu após levar um tiro nas costas de um policial militar na Avenida Agamenon Magalhões, depois de ser confundido com um assaltante, na noite de domingo (20), segundo a família.
O primo da vítima, Bruno Campos, disse que Alisson estava na garupa da moto em que ele pilotava e precisou atender a uma ligação telefônica. Ao retirar o celular do bolso, o PM Dídimo Batista da Silva, que estava em um carro ao lado do veículo, pensou que o rapaz estivesse armado e disparou um tiro contra ele. “Ele foi puxar o celular, só que ele tava com um boné e tava fazendo volume. Aí quando eu olhei para o lado ele já estava com arma pra cima da gente”, disse.

Segundo Josimar Ferreira, outro primo da vítima, o rapaz era uma pessoa tranquila. Ele comenta como era a relação de Alisson com parentes e amigos. “Ele não era bandido, era uma pessoa de bem. Todo mundo gostava dele, tanto onde ele morava quanto os amigos de escola”, destacou.

Em entrevista à TV Jornal, a delegada à frente do caso, Josineide Confessor, destacou que o policial se apresentou ao DHPP após socorrer o rapaz para o Hospital da Restauração, na área central do Recife. “No momento, a gente está ouvindo ainda as testemunhas para deliberar qual postura a ser adotada pela Polícia Civil. Mas o que a gente tem que levar em consideração é que o autor do disparo, o PM, ele promoveu o socorro a essa vítima e se apresentou espontaneamente no DHPP”, contou.

Em nota, a Polícia Militar disse que o soldado estava em um veículo particular quando os dois rapazes em uma moto encostaram no carro em que o PM estava. Neste momento o garupa fez menção de tirar um objeto cintura e anunciou um assalto. Ainda de acordo com a polícia, o militar sacou um revólver calibre 38 e efetuou apenas um disparo em direção aos supostos assaltantes. O carro e a arma de Dídimo Batista foram apreendidos para realização de perícia.

Da Rádio Jornal

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