Blog Rômulo Lima

Das três equipes, o Carcará do Sertão foi o que teve o melhor desempenho em 2015. O time foi vice-campeão estadual, mas falhou na Série C do Campeonato Brasileiro.
Os torcedores do Salgueiro, Araripina e Petrolina bem que queriam passar as festas de final de ano comemorando o acesso de seus times no Campeonato Brasileiro da Série C, no caso do Carcará, e do Pernambucano, casos do Bode e da Fera Sertaneja. No entanto, em 2015, mais uma vez, os clubes não conseguiram seus objetivos e seguem em suas divisões. O GloboEsporte.com relembra algumas histórias e mostra como foi o ano das três equipes do sertão pernambucano.

Altos e baixos: o Salgueiro em 2015

O primeiro semestre do Salgueiro vai ser lembrado com muito carinho por seus torcedores. Apostando na mescla de jogadores experientes, como Marcos Tamandaré, Luciano e Lúcio, que chegou para reforçar a equipe, com atletas mais jovens, como Cássio e Jeferson Berger, o time comandado por Sérgio China surpreendeu.

Disputando a Copa do Nordeste, o Campeonato Pernambucano e a Copa do Brasil, o Carcará conseguiu destaque nas três competições. No Nordestão, a equipe encerrou a primeira fase como líder do grupo C, superando Náutico, Moto Clube e Piauí. Mesmo caindo nas quartas de final para o Ceará, o clube alcançou sua melhor colocação na disputa.

Na Copa do Brasil, o Salgueiro caiu na segunda fase, perdendo por 2 a 0, no Cornélio de Barros, para o Flamengo. Mesmo com a derrota, o jogo se tornou uma grande festa, atraindo torcedores de várias cidades da região, apesar dos ingressos terem sido vendidos a R$ 100 e R$ 200.
O ápice do Salgueiro em 2015 foi, sem dúvidas, o Campeonato Pernambucano. Dando muito trabalho aos três principais times do estado, tendo eliminado o Náutico na primeira fase e o Sport na semifinal, o Carcará surpreendeu e tornou-se o primeiro time do interior a joga a final do estadual. Na decisão, empate sem gols em casa e derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz, diante de um Arruda lotado.

Motivado pelas boas campanhas no Nordestão e no Pernambucano, o Salgueiro entrou confiante na Série C do Brasileiro. Porém, o fim do programa Todos Com a Nota, do governo do estado, foi um duro golpe na diretoria do Carcará. Sem dinheiro e sem o apoio que vinha das arquibancadas, o time não conseguiu render nos jogos dentro de casa.

O desequilíbrio entres as partidas fora e dentro de casa resultaram na colocação final do Salgueiro. O time terminou a Série C de 2015 com quatro vitórias, sete empates e sete derrotas. A equipe somou 19 pontos, ficando na oitava posição. A diferença de pontos para o G-4 foi de 12 e para a zona de rebaixamento foi de apenas três.

Araripina tem problemas dentro e fora de campo 

O Araripina começou o ano com presidente novo: no lugar de Walmy Bezerra, assumiu Ted Alencar. A principal missão do novo cartola, que tinha sido eleito para um mandato de dois anos, era recolocar o Bode na elite do Pernambucano. Porém, mesmo antes de começar a disputa da Série A2 do estadual, ele renunciou ao cargo, devolvendo o posto ao antigo presidente.

A principal mudança feita no Araripina durante os meses de gestão de Ted Alencar foi no escudo do clube. O Bode, mascote da equipe, perdeu espaço no distintivo. A mudança gerou polêmica entre os torcedores. Além disso, a equipe, por problemas financeiros, chegou a anunciar que não participaria da Série A2 do Pernambucano.

Mesmo com os problemas extracampo, o Araripina confirmou presença na segundona do estadual e iniciou a competição tendo Walmy Bezerra como presidente e Cleibson Ferreira como treinador. Sem poder regularizar alguns jogadores, o Bode largou mal na competição. Correndo o risco de ser eliminado na primeira fase, o clube decidiu demitir Cleibson e contratou Williams Rodrigues.

A mudança de comando surtiu efeito e o Bode garantiu presença na segunda fase. Apesar da vaga, as confusões fora de campo não abandonaram o time do Araripe. Em uma nova renúncia, Walmy Bezerra entregou o comando do clube a Borba Sampaio.

Apesar das intensas mudanças, o Araripina chegou a ficar perto do acesso graças a confusão que tomou conta da Série A2 do Pernambucano. Dentro de campo, o time não conseguiu ficar entre os semifinalistas, mas fora, devido a punições ao Belo Jardim e Afogados, por uso irregular de jogadores, o Bode assumiria uma das vagas na semifinal. No entanto, após julgamento dos recursos, os rivais reconquistaram os pontos perdidos, o que deixou o Bode Fora da disputa.

O último ato do Araripina em 2015 foi um recurso no STJD tentando a suspensão da semifinal da Série A2 do Pernambucano.
Neco retorna, mas o Petrolina não consegue subir 

No Petrolina, a preparação para a Série A2 do Pernambucano começou com o retorno de um velho conhecido da torcida. Responsável pelo acesso do time em 2011, Neco foi confirmado como técnico da equipe para o estadual.

Mesmo mirando o acesso, o treinador deixou claro que sua principal missão no comando da Fera Sertaneja seria trabalhar na revelação de atletas. Durante a competição, mesmo com um time jovem e com poucas contratações, o Petrolina conseguiu surpreender na primeira fase.
O início do Campeonato Pernambucano da Série A2 deixou o torcedor do Petrolina confiante no acesso do time à elite do futebol estadual. No entanto, na segunda fase, a história mudou e o bom futebol apresentado pela Fera Sertaneja não foi repetido. O resultado disso, foi a eliminação da equipe, que ficará mais um ano longe da principal divisão de Pernambuco.

Mesmo sem conseguir o acesso, o ataque do Petrolina foi o grande destaque do time em 2015. A Fera Sertaneja marcou 25 gols. A artilharia da equipe ficou com o atacante Jean, que marcou 11 vezes.

Por  
Petrolina, PE

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