Blog Rômulo Lima

Jovem pode ter sido o único a sobreviver a uma hipotermia tão grave. 

O americano Justin Smith foi encontrado desacordado em meio a neve na Pensilvânia, Estados Unidos, em 21 de fevereiro do ano passado pelo seu pai. A partir daí começaram os processos para tentar ressuscitar o estudante de 26 anos.
Segundo a BBC, o primeiro atendimento aconteceu no hospital Lehigh Valley, onde o jovem foi atendido por uma equipe de cerca de 15 pessoas e passou por uma ressuscitação cardiopulmonar enquanto seu corpo era aquecido lentamente. Logo depois, foi levado de helicóptero até um hospital, onde os médicos fizeram 100 compressões cardíacas por minuto com oxigenações para manter o fluxo de sangue para o cérebro. Este processo é utilizado em últimos casos para tentar salvar pacientes com pulmões ou corações comprometidos.

Com as chances de sobrevivência de 50%, o corpo do paciente voltou a aquecer 90 minutos depois e o coração voltou a bater sozinho. Justin ainda sobrevivia com ajuda de aparelhos, mas alguns dias depois, testes mostraram que o seu cérebro estava normal, causando euforia nos médicos. Ainda assim, havia a possibilidade de que o jovem sobrevivesse em estado vegetativo mas, um mês depois, ele já dava sinais de funcionamento do cérebro.

Aos poucos memória, atenção e personalidade foram voltando. Devido a gangrena, Justin teve que amputar alguns dedos das mãos e dos pés, além de ter que reaprender a usar as mãos e a andar. Alguns meses depois, já jogava golfe e planejava volta à universidade.

Esta semana o estudante voltou ao hospital para agradecer à equipe e disse que era a prova que grandes coisas podem acontecer pessoas trabalham em conjunto.

Os médicos descreveram o caso como "milagre médico" e que talvez seja a primeira pessoa a sobreviver a um caso de hipotermia tão forte.

Do NE10
Foto: Divulgação/LVHN

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