Blog Rômulo Lima

'Claranã' reúne 40 poemas e inova por fazer uso da métrica e da rima. 
Lançamento será no dia 22 de janeiro, às 19h, na Biblioteca do Sesc. 
Inspirada no nome de uma pedra encontrada na sua cidade natal, Bodocó, no Sertão do Araripe, a poetisa Cida Pedrosa denominou o sétimo livro da sua carreira. A obra chamada de 'Claranã' reúne 40 poemas com métrica e rima e que percorre a literatura de cordel e os gêneros tradicionais da cantoria. O lançamento será no dia 22 de janeiro, às 19h, na Biblioteca do Sesc, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. 
De acordo com Cida Pedrosa, Claranã quer dizer 'clarão' e traduz um pouco da ideia que teve em fazer um livro diferente dos quais havia lançado anteriormente. “Claranã é o nome de uma pedra de Bodocó, cidade que nasci. No sítio que eu morava tinha uma varanda e que de longe podia ver essa pedra. Claranã também quer dizer clarão e este livro é tão diferente da minha obra, é como se tivesse acontecido um clarão de criatividade”, esclarece. 

A autora que sempre usou o verso livre, resolveu inovar utilizando da métrica e da rima. Além disso, a poetisa faz uso de recursos da literatura de cordel e dos gêneros mais tradicionais da cantoria, como a 'gemedeira', 'galope à beira-mar', 'coqueiro da Bahia', entre outros. Em relação aos conteúdos, Pedrosa diz que manteve as discussões que já faziam parte do seu universo, redigindo poemas eróticos, filosóficos, que abordam a natureza e ainda nomes da cultura popular e de sua família. Também escreveu alguns metapoemas, que falam sobre a própria arte da escrita.

Cida Pedrosa mora em Recife e é natural de Bodocó. A poetisa foi estudar na capital do estado aos 14 anos, onde se formou em Direito. Passou dois anos em Palmares e cinco anos em Petrolina. Hoje, Pedrosa é Secretária do Meio Ambiente do Recife. 

O livro Claranã tem 90 páginas, custa R$35 e pode ser adquirido no dia do lançamento em Petrolina, em livrarias ou no site da editora da obra. 

Juliane Peixinho 
Do G1 Petrolina

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