Blog Rômulo Lima

Apesar de tudo ser bem diferente dos países europeus que dominam a arte milenar de fabricar queijos, região produz 40 variedades de queijos nobres.
A paisagem do Agreste enche os olhos e nos reserva sabores inesperados. O cenário, a temperatura, o rebanho. Tudo é bem diferente dos países europeus que dominam a arte milenar de fabricar queijos finos. Mas acredite: 40 variedades de queijos nobres, similares aos melhores do mundo, estão sendo produzidos no Agreste de Pernambuco. A responsável pela ousadia que provoca surpresa em muita gente cresceu numa fazenda com dez irmãos. Vitória Barros sempre se interessou pelo leite - um alimento rico mas que o pai dela não dava muita importância.

O que sobrava ele mandava o administrador fazer queijo e tinha dia que o queijo saia bom e tinha dia que o queijo saia ruim. Por conta isso, conversando com minha mãe, eu já era formada em engenharia química com especialização em alimentos, então fui ajudá-los e procurei saber onde eu poderia fazer curso para aprender a fazer queijo”, conta.

Vitória foi atrás dos maiores especialistas. Estudou em Minas Gerais, na Itália, França, Inglaterra.

A exigência com o leite das cabras é grande. Elas têm tratamento de luxo. O padrão de higiene é rigoroso. O curral de madeira é suspenso e os animais não pisam na terra. As raças leiteiras são melhoradas geneticamente. Assim, é possível conseguir a melhor matéria-prima para produzir os queijos especiais.

*Este programa foi exibido apenas para a Região Nordeste.

Fonte: Globo Repórter

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.